AGQ Brasil | Isolamento acústico do forro de gesso e do drywall
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Isolamento acústico do forro de gesso e do drywall

Isolamento acústico do forro de gesso e do drywall

Se você mora numa casa geminada ou em um apartamento já deve ter se sentido incomodado ao ouvir a conversa do vizinho pela parede da sala ou do quarto, ao escutar o “toc toc” de uma pessoa caminhando com salto e até mesmo o “tic tic tic” da patinha do cachorro no andar de cima. 

Mas se você nunca passou por esse tipo de situação, deve conhecer pelo menos uma pessoa que reclame desses problemas no local onde mora, e um dos principais motivos se dá devido à espessura reduzida de lajes e paredes, assim como a falta de isolamento nas instalações prediais das edificações, como no caso de tubulações hidrossanitárias.

O ruído, também conhecido como um tipo de som indesejável, além de dificultar a comunicação verbal, interfere diretamente no bem-estar físico, mental e emocional das pessoas expostas a ele, além de atrapalhar determinadas atividades do dia a dia, como estudar, trabalhar e, principalmente, dormir, requerendo ambientes mais silenciosos. 

 

O isolamento acústico e a NBR 15575 

De acordo com a Associação Brasileira para a Qualidade Acústica (Pro Acústica), apesar da ABNT NBR 10152 ter sido publicada no ano de 1987, estabelecendo os níveis de ruídos máximos admissíveis em ambientes internos das edificações, segundo o tipo de uso, o mercado da construção civil nunca se preocupou em atender os critérios normativos estabelecidos.

No artigo O que é Desempenho de Edificações Habitacionais?explicamos sobre as implicações da publicação da ABNT NBR 15575 – Edificações Habitacionais – Desempenho no mercado da construção civil. E foi a partir da vigência da Norma de Desempenho, que o isolamento de sistemas construtivos passou a ser abordado com mais ênfase nos estudos preliminares de arquitetura. 

Com requisitos e critérios voltados ao isolamento acústico para sistemas de pisos, vedações verticais internas e externas, sistemas de coberturas e sistemas hidrossanitários, a Norma de Desempenho tem levado projetistas e construtoras a escolherem de forma mais cuidadosa os materiais, componentes e elementos construtivos ainda na fase de estudo do empreendimento.

Desta forma, nesse artigo vamos abordar sobre as propriedades do isolamento de forros de gesso e do Drywall, pois apesar de serem materiais de uso convencional na construção civil, encontramos muitos mitos no mercado sobre o desempenho acústicos de sistemas com o emprego desses componentes. 

 

O que é o isolamento acústico? 

Como o isolamento sonoro interfere nas boas condições de sossego e trabalho, de forma universal, podemos definir o isolamento acústico como a capacidade de um sistema em não deixar o som de fora “entrar” e nem o som de dentro “sair”. 

Sendo assim, o isolamento acústico está relacionado com a capacidade de transmissão sonora de um determinado material na edificação, seja ele empregado na parede ou no piso, e da sua capacidade em refletir boa parte da energia que recebe, evitando que a mesma seja transmitida de um ambiente para a outro.  

O grau de isolamento acústico é definido a partir da relação entre a energia incidente e a energia transmitida por determinado sistema, elemento ou componente, sendo que o resultado dependerá de quatro fatores principais: massa, rigidez, capacidade de amortecimento de cada um deles e a conexão estrutural entre os mesmos. 

 

Quais as características dos materiais isolantes? 

De acordo a parte 4 da ABNT NBR 15575, a característica de isolamento sonoro de um material, componente ou elemento construtivo é normalmente expressa pelo Índice de Redução Sonora (Rw), também conhecida como Perda de Transmissão (PT), Redução de Ruído (RR), Transmission Loss (TL). 

No que se refere ao ruído aéreo, o isolamento possui uma forte relação com a densidade do material (Kg/m²), havendo redução do ruído a partir do aumento da densidade superficial do componente.  Como se adotava nas edificações mais antigas, esse tipo de solução implica no aumento da espessura de pisos e paredes, diminuindo o espaço útil dos ambientes, aumentando o peso da construção e o custo da obra.

O espaço de ar entre superfícies também melhora a atenuação acústica, uma vez que, a velocidade de propagação depende principalmente do meio em que o som é produzido. Desta forma, quanto mais rígido o material maior a velocidade de propagação, em contrapartida, quanto mais poroso o material menor a velocidade de propagação, ou seja, quanto maior o espaço de ar entre eles maior será o isolamento sonoro. 

No que se refere à atenuação do ruído de impacto (som resultante do caminhamento, queda de objetos e outros) entre unidades habitacionais, a utilização de mantas acústicas com materiais resilientes e elásticos, tem apresentado resultados eficientes devido à capacidade que eles possuem de amortecimento.  

A redução do nível de pressão sonora é alcançada a partir da formação de camadas independentes do sistema, como exemplo, podemos citar a execução de pisos e lajes flutuantes, por meio de mantas resilientes que envolvem as bases de todas as paredes, onde o rodapé da camada de acabamento deve ser colocado sem contato com a dobra da membrana na alvenaria, evitando pontes acústicas. 

 

O forro de gesso é isolante acústico? 

Agora que você entendeu como a característica de um material e a forma de concepção de um sistema construtivo interfere no desempenho acústico, vamos falar sobre o papel dos forros de gesso na atenuação dos ruídos. 

Apesar de muitas pessoas acharem que o forro de gesso é isolante acústico, trata-se de um mito, pois vimos que o isolamento está relacionado com a densidade, e nesse caso, a placa de gesso comum ou acartonado, não possui massa suficiente para o desempenho dessa função. 

Além disso, os forros de gesso apresentam muitas frestas resultantes do seu processo construtivo, o que compromete de forma significativamente o isolamento acústico do sistema. Mesmo havendo uma boa calafetação entre as placas, nos cantos internos e no encontro das paredes/laje/forro, as pequenas falhas, muitas vezes, não perceptíveis aos nossos olhos, tornam o sistema ineficaz quanto ao isolamento acústico. 

Mas, e os forros acústicos disponibilizados no mercado? Estes são diferentes do forro de gesso comum ou acartonado, pois são placas confeccionadas em fibra mineral a partir da mistura de areia, vidro reciclado e lã de rocha. Os forros minerais são muito especificados em projetos de teatros, cinemas, aeroportos, hotéis, áreas comerciais, pois são elementos fibrosos e porosos, o que os caracterizam como materiais absorventes. 

A absorção sonora é necessária em ambientes que usam a fala e a comunicação como meio principal, requerendo controle do tempo de reverberação, um parâmetro acústico muito importante que qualifica um ambiente de acordo com a finalidade de uso. Lembre-se: isolamento sonoro é diferente de absorção sonora!   

 

O Drywall tem um bom isolamento acústico? 

Devido à sua versatilidade, facilidade de manuseio, instalação e manutenção, o Drywall tem sido cada vez mais empregado em edifícios e ambientes comerciais. Atualmente, por conta da rápida execução, o Drywall também tem sido muito utilizado em obras residenciais, sendo considerado um sistema com bom isolamento sonoro, por conta da sua característica “Massa – Mola – Massa”. 

De acordo com a Associação Brasileira do Drywall, a eficiência desse sistema é devido à fricção existente entre a onda sonora incidente sobre a primeira chapa de gesso (massa), com um novo meio (o ar ou um material fibroso como a lã mineral), e posteriormente desse novo meio com a segunda chapa de gesso. 

Por meio da fricção das placas de gesso com o “colchão” de ar ou com um material amortecedor/absorvente (mola), parte da energia sonora é convertida em calor, e com isso, a onda sonora tem sua intensidade reduzida. Com a perda de intensidade da energia sonora, obtém-se um aumento da isolação sonora entre ambientes, conforme exemplificado na figura abaixo.

 

 

O isolamento acústico na construção civil

Além das propriedades dos materiais aplicados, a forma como os sistemas construtivos são executados, interfere significativamente no desempenho acústico de uma edificação. Sendo assim, não adianta investir em materiais com um Rw excelente, se uma determinada superfície apresenta pequenas frestas e aberturas, ocasionando uma redução na capacidade de isolamento do sistema. 

Por isso, é muito importante que o seu método de execução seja alinhado aos requisitos e critérios de desempenho. Para te auxiliar, no artigo A importância do PBQP-H para as construtoras, apresentamos os principais benefícios que o Programa Brasileiro da Qualidade e da Produtividade do Habitat pode trazer para sua empresa construtora!  

 

Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10152: Acústica – Níveis de pressão sonora em ambientes internos a edificações. Rio de Janeiro, 2017. 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 15575: edificações habitacionais: desempenho – parte 4: requisitos para os Sistemas de Vedações Verticais Internas e Externas – SVVIE. Rio de Janeiro, 2013. 

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO DRYWALL. Associação Brasileira do Drywall. 1. ed. 2015.Disponível em: <http://www.proacustica.org.br/agenda-de-eventos-congressos-cursos-paletras-sobre-acustica/agenda-de-eventos-nacionais-e-internacionais/manual-de-desempenho-acustico.html>. Acesso em: Mai. 2019.

PROACÚSTICA. Manual ProAcústica sobre a norma de desempenho. Ed. RUSH Gráfica e Editora Ltda, 1. ed. 2013.

 

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